Poesia do Outeiro







Do alto eu gosto de olhar
A cidade, do alto.

Onde o Sol me encontra
Quente, perto das folhas
Das palmeiras
Perto das aves
Perto das nuvens.

Os meus outeiros
Hoje tem escadas
Meus becos e ruas
Calçadas.

Não permita Deus que eu morra
Sem que volte a estar no morro
Sem que eu perca meu olhar
De menino,                                distante,
Que vai à praia além daqui,
Que vai ao verde além da ponte.

De onde todos são pequenos
Aprendi a amar meu Rio
Onde quanto mais sou menos
Onde bate o vento frio.

Do alto eu gosto de amar
A cidade, do alto.
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